CDC comemora 10 anos com festa neste sábado no palco do Zeca Xibelão

A noite também será para lançar a coreografia da toada de Adriano Aguiar “Boi de Rua”.

Parintins – Dançarinos que iluminam os palcos e nasceram na Escola de Artes “Irmão Miguel de Pascalle”, comemoram, neste sábado (09), 10 anos do CDC- Corpo de Dança Caprichoso, nos palcos do Curral Zeca Xibelão.

A história começa com o aluno da Escola de Arte Erick Beltrão, 32, iniciante da oficina de desenho, teatro e dança que em 1998 tornou-se dançarino e em 2003 coreógrafo oficial do Caprichoso.

É com ele que nasce a troup mirim, juvenil e finalmente com o nome CDC em 2008 com o apoio de Babá Tupinambá hoje Presidente do Caprichoso.

“Em 2001 quando o Dodozinho foi presidente, ele deu preferência para que as coreografias fossem criadas em Parintins. O Jair Almeida a Irian Butel, e o Marcos Falcão foram nossos orientadores”, conta.

A partir daí nascia o grupo que seria responsável pelas coreografias das toadas oficias, gravações de DVDs, arena e seria referência na Cerimônia de abertura das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, com 32 dançarinos.

“Esse é um momento marcante, porque há o reconhecimento para a nossa cidade de Parintins como um expoente do folclore brasileiro”, ressalta Beltrão, que lembrou o convite dos diretores da cerimônia de abertura, tendo à frente a coreografia Débora Colker.

Foram três meses de ensaio no município amazonense sob a orientação do coreógrafo parintinense Erick Beltrão. “Representamos os povos indígenas, os primeiros habitantes do Brasil. O nosso quadro se chamou Pindorama, que foi o primeiro nome dados pelos indígenas ao Brasil”, disse Beltrão.

A evolução do CDC passa pela união de um grupo que nasceu na infância, vive a adolescência, mas cheio de maturidade.

Aprimorados por novas técnicas e profissionalismo, o CDC é requisitado para festivais no Amazonas. Ao todo são cem dançarinos que atuam no Corpo de Dança.

Neste sábado (09) será a noite de recordar toadas e coreografias que marcaram os dez anos. A ex-Sinhazinha da Fazenda Thainá Valente e o ex-pajé Waldir Santana são convidados especiais para a festa de homenagem que irá reunir mais de 200 dançarinos que viveram a época do “Ritmo Quente”, da Alegria de Dançar, do Bicho Homem, da Utopia Cabocla, da Sensibilidade entre outras toadas que marcam os dez anos de história. Outro homenageado será Aldrin Peres, dançarino falecido em 2016 e dá nome ao Camarim no Curral Zeca Xibelão.

A noite também será para lançar a coreografia da toada de Adriano Aguiar “Boi de Rua”.